
Cirurgia de Cristalino Claro – “Voltei a Reconhecer-me ao Espelho” – Testemunho de Hortense Coimbra
A Hortense Coimbra tem 56 anos e viveu grande parte da sua vida com uma forte dependência de óculos, devido a problemas de visão desde muito jovem. Após procurar a CPO, foi submetida a uma cirurgia de cristalino claro com introdução de uma lente intraocular EDOF, uma lente que expande o foco visual, permitindo ver com nitidez ao longe e a média distância sem óculos, proporcionando maior nitidez e reduzindo a dependência de óculos no dia a dia.
Nesta entrevista, a Hortense partilha como era viver sempre limitada pela visão, o percurso desde o diagnóstico até à decisão de avançar para a cirurgia e a forma como todo o processo decorreu, destacando o acompanhamento recebido. Fala ainda da recuperação, das melhorias progressivas na visão e do impacto profundo que a cirurgia teve não só na sua qualidade de vida, mas também na forma como voltou a reconhecer-se, a cuidar de si e a desfrutar plenamente do mundo à sua volta.
Como era a sua visão antes da cirurgia?
A minha vida foi sempre com dificuldades de visão. Fui diagnosticada com estrabismo muito nova e comecei a usar óculos ainda adolescente. Durante muitos anos não quis usar óculos porque, na altura, era mal visto e havia muita vergonha. Cheguei a escondê-los quando ia para a escola.
Com o tempo, a visão foi piorando. É uma questão familiar. Cheguei a um ponto em que acordava e tinha de pôr logo os óculos para conseguir ver o mundo. Não conseguia imaginar a minha vida sem óculos.
De que forma esses problemas visuais afetavam a sua rotina diária?
Nada na minha vida era feito sem óculos. O primeiro gesto da manhã era sempre colocá-los. Isso influenciou até a forma como me via a mim própria. Durante muitos anos deixei de me maquiar, sobretudo os olhos, porque achava que não fazia sentido com óculos e com tanta graduação.
Acentuava mais os lábios e achava que não sabia maquilhar-me, mas hoje percebo que o problema era não me conseguir ver bem. Só agora comecei realmente a maquilhar-me e a perceber o que me fica bem.
Quando veio à CPO, já tinha a cirurgia como objetivo?
Vim muito influenciada pela ideia da cirurgia a laser, aquela ideia de tirar os óculos em poucos minutos. Embora soubesse, no fundo, que provavelmente não seria o meu caso, vinha com essa esperança.
Como foi o processo desde o diagnóstico até à marcação da cirurgia?
Vim fazer o rastreio e foi-me explicado o que seria possível fazer no meu caso. Fui para casa um pouco céptica e demorei cerca de um ano ou um ano e meio até ganhar coragem para avançar, algo de que hoje me arrependo.
Quando decidi avançar, voltei à consulta, confirmei a indicação cirúrgica e seguimos com o processo até à cirurgia.
Como se sentiu no dia da cirurgia?
No dia da cirurgia estava um bocadinho nervosa, sobretudo porque tinha estado a ler muito e, por coincidência, tinha havido um sismo no dia anterior. Isso deixou-me um pouco mais apreensiva, mas fora isso estava bem e confiante.
Sentiu algum desconforto ou dor durante o procedimento?
Não, absolutamente nada. A equipa é excecional e põe-nos muito à vontade. A única coisa um pouco incómoda é a luz, mas tirando isso, não senti dor nenhuma.
Como decorreu o processo de recuperação após a cirurgia?
Se compararmos com outras experiências da vida, diria que o desconforto foi mínimo. Fui jantar fora no próprio dia para festejar, ainda com o olho tapado, mas estava felicíssima por ter conseguido vencer o medo.
O maior incómodo foi apenas ter o olho tapado. De resto, não senti absolutamente nada.
Quando começou a notar melhorias na sua visão?
Cerca de uma semana depois já estava ótima. Acordava e não precisava de procurar os óculos, embora ainda tivesse esse reflexo automático, porque foi assim toda a minha vida. Até hoje, às vezes, faço o gesto de tirar algo da cara que já não está lá.
O simples facto de abrir os olhos e ver o mundo é algo muito gratificante.
Que atividades ou momentos voltou a desfrutar após a cirurgia?
Voltei a nadar, a ir à piscina, ao mar e até a fazer snorkeling. Antes sentia pânico porque não via nada debaixo de água.
Que sensação teve ao perceber que a sua visão estava recuperada?
Foi olhar-me ao espelho e reconhecer a pessoa que eu tinha sido há 20 anos. Foi como reencontrar alguém que tinha perdido. Voltei a ver as minhas feições, a minha expressão, algo que os óculos muito graduados escondiam.
Foi nesse momento que me redescobri. Passei a gostar mais de mim, a cuidar mais de mim, a ir ao ginásio, a maquilhar-me e a sentir-me mais feminina. Deixei de ser vista apenas como aquela senhora de óculos muito graduados e passei a sentir-me mais eu mesma.
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