Cirurgia às Cataratas: “Uso óculos desde os 4 anos. Hoje vejo sem eles” – Testemunho da Vânia

A Vânia Blanco tem 47 anos, vive em Odivelas e trabalha na área de finanças, no centro de Lisboa. Míope desde os 4 anos, usou óculos e lentes de contacto durante praticamente toda a vida. 

Após o diagnóstico de cataratas, realizou uma cirurgia às cataratas na CPO com introdução de uma lente intraocular EDOF, uma lente que expande o foco visual, permitindo ver com nitidez ao longe e a média distância sem óculos. 

Atualmente, a Vânia não usa óculos no dia a dia, recorrendo apenas de forma ocasional a uma graduação muito ligeira para ver ao perto, como para ler algo rapidamente ou usar o computador.
Nesta entrevista, partilha de forma honesta como a cirurgia transformou a sua visão e a sua qualidade de vida. 

 

Como era a sua visão antes da cirurgia? 

Eu era míope desde os 4 anos e tinha uma miopia bastante elevada, cerca de 7 a 8 dioptrias. Usei lentes de contacto durante cerca de 30 anos, porque usar óculos para mim era praticamente impossível — eram sempre pesados, mesmo com tratamentos para reduzir a espessura. Ao longo dos anos comecei a ter muitos problemas na córnea, fissuras frequentes e alergias constantes. Em 2024, passei praticamente a primavera e o verão inteiro com alergias, a usar muitos colírios. Esta cirurgia acabou por resolver não só a catarata, mas também todas essas questões associadas. 

 

Sentia dificuldades no seu dia a dia? 

Sim, sobretudo a conduzir. Sempre que tinha de deixar de usar lentes de contacto por causa dos problemas na córnea ou por estar a fazer colírios, conduzir à noite com óculos era completamente impossível. Mesmo com lentes, já era muito complicado. 

 

Como descobriu que tinha cataratas? 

Foi uma surpresa. Sou paciente da CPO há muitos anos, diria há cerca de 18 anos. Falei com o Dr. Bacelar sobretudo por causa das fissuras e dos problemas na córnea, que são muito incómodos. Foi ele que me encaminhou para o Dr. Samuel. Foi o Dr. Samuel que me surpreendeu com o diagnóstico de cataratas, porque eu achava que isso só acontecia em pessoas mais velhas. Ele explicou-me que, no caso de miopias elevadas e de longa duração, as cataratas podem surgir mais cedo. No fundo, foi um “dois em um” que me ajudou imenso. 

 

Sabia que poderia deixar de usar óculos após a cirurgia? 

Não sabia. Fiquei muito surpreendida. Uma pessoa sai da cirurgia a ver, e isso era algo que eu não conhecia. Uso óculos ou lentes desde os 4 anos, portanto eu já não sabia o que era ver sem nada nos olhos. Hoje não sinto qualquer corpo estranho, não tenho nada nos olhos. Não estava à espera que fosse algo tão imediato. O Dr. Samuel explicou-me que iria precisar apenas de uma graduação muito pequena para ver ao perto, porque os míopes veem muito bem ao perto, e isso nota-se. Preciso mesmo só de uma dioptria muito ligeira para ler ou estar ao computador. Para ver ao longe, vejo perfeitamente sem óculos. 

 

Como se sentiu no dia da cirurgia? 

Estava um pouco ansiosa, como é normal em qualquer cirurgia. O maior receio era o desconhecimento, porque sabemos que estamos acordados e não sabemos se vamos ver o que nos estão a fazer. Mas correu tudo lindamente. A preparação da enfermeira, o médico anestesista, tudo impecável. A cirurgia demora cerca de 15 minutos e não se sente nada. Não se vê nada, ouvem-se as pessoas a falar à nossa volta e, quando damos por isso, já acabou. 

 

Sentiu dor ou desconforto durante a cirurgia? 

Não senti absolutamente nada. A preparação é feita com gotas e anestesia local e, quando se entra no bloco, não se sente dor nenhuma. 

 

Houve algo que a tenha surpreendido positivamente? 

Sim, o facto de não ver nada durante a cirurgia. No nosso imaginário pensamos que vamos ver instrumentos a aproximarem-se do olho, mas isso não acontece. Também me surpreendeu a anestesia do olho — o olho está adormecido, está “a dormir”, mas não está fechado. É estranho, mas funciona perfeitamente. 

 

Como foi o pós-operatório? 

O pós-operatório não é fácil, mas acho que isso acontece em qualquer cirurgia. Cada pessoa reage de forma diferente. No dia da cirurgia tive algumas dores, nada de insuportável, resolvidas com paracetamol. As gotas são muitas e o processo é um pouco confuso, sobretudo quando já estamos a tratar os dois olhos, mas faz-se. 

 

Quando começou a notar melhorias na visão? 

No próprio dia. Fui operada de manhã e, ao final do dia, já estava a ver televisão com um olho. Era algo que, sem óculos, nunca conseguiria fazer antes. 

 

O que mudou na sua vida após a cirurgia? 

As pequenas coisas fazem uma grande diferença. Fui passar um fim de semana fora e não levei óculos, nem lentes, nem líquidos. Não precisei de nada disso. Agora basta levar os óculos de sol. Antes tinha sempre de pensar na piscina, na água, nas lentes. Hoje isso deixou de ser uma preocupação. 

 

Como se sente hoje emocionalmente? 

Sinto-me muito feliz e aliviada. Tenho 47 anos e usei óculos desde os 4. Na primeira consulta de pós-operatório consegui ver a 100% as letras mais pequeninas com um olho, algo que nunca tinha acontecido na minha vida. É um ganho de qualidade de vida enorme. 

 

Recomendaria a CPO? 

Recomendo sempre a CPO. Já conhecia a nível médico há muitos anos, mas todo o acompanhamento nesta fase foi excecional. Desde os médicos até à receção. A Nádia é inexcedível, sempre disponível para ajudar, inclusive com questões do seguro. Só tenho coisas positivas a dizer. 

 

Que mensagem deixa a quem ainda tem receio da cirurgia às cataratas? 

Os percursos de mudança de vida não são fáceis. O pós-operatório não é um mar de rosas, há dores e muitas gotas. Mas o que se ganha vale muito a pena. Hoje posso dizer que antes não via e agora vejo. E isso é um ganho imenso. A quem tem receio, diria para arriscar. 

 

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